PLANEJE SUA TRILHA

GUIA DE DIFICULDADE E APTIDÃO FÍSICA

A trilha de Salkantay é classificada como desafiadora. Esse termo é usado de forma imprecisa no marketing de viagens, então aqui está o que ele realmente significa nessa rota.

As exigências físicas resultam da ação conjunta de três fatores: altitude, variação de altitude e distância diária. O Passo Salkantay situa-se a 4.630 metros, mais alto do que qualquer montanha na Europa, mais alto do que o Campo Base do Everest e a uma altitude tal que o ar contém cerca de 40% menos oxigénio do que ao nível do mar. No segundo dia, ganha-se e perde-se mais de 2.700 metros de altitude num único dia. Na rota Expressa, esse mesmo dia cobre 28 quilómetros. Estes são números reais.

O que não é necessário é experiência técnica em escalada, equipamento especializado ou conhecimento prévio de montanhismo. A trilha é uma trilha. É íngreme em alguns trechos e o terreno pode ser irregular, mas não há cordas, cristas expostas ou seções que exijam algo além de caminhada. As pessoas que encontram dificuldades quase sempre estão despreparadas em termos de condicionamento físico ou aclimatação, não por falta de experiência.

Um parâmetro razoável: se você consegue caminhar confortavelmente por seis horas com uma mochila em terreno variado, você tem capacidade física para essa trilha. Se você conseguir fazer isso em altitude após dois dias em Cusco, você a concluirá com sucesso.

Nível de condicionamento físico

Descrição

Nossa avaliação

Novato

Caminhante ocasional, sem exercícios regulares.

Não recomendado sem um período de preparação de 8 semanas.

Moderado

Caminhadas regulares, alguma atividade física ou esporte

Controlável com boa aclimatação.

Bom

Faz caminhadas regularmente e se sente confortável em terrenos acidentados.

Ideal para a rota Clássica.

Forte

Treinamento regular, histórico de resistência

Ideal para qualquer rota, incluindo rotas expressas.

 


 

MELHOR ÉPOCA PARA IR

A trilha de Salkantay pode ser feita durante o ano todo, mas a experiência varia bastante dependendo da época em que você a faz.

Estação seca — abril a outubro Este é o período recomendado e a época mais popular para fazer a trilha. O céu geralmente está limpo, a trilha está seca e bem definida, as temperaturas em altitude são frias, mas suportáveis, e as vistas do Passo Salkantay são mais espetaculares. Maio, junho e julho são os meses de pico. As noites são frias durante todo esse período, principalmente no acampamento de Soraypampa, onde as temperaturas caem regularmente abaixo de zero.

Estação chuvosa — novembro a março A chuva é frequente, às vezes forte, e a trilha pode ficar lamacenta e, consequentemente, mais exigente fisicamente. A cobertura de nuvens muitas vezes obscurece a vista no passo e nos trechos mais altos. Dito isso, a estação chuvosa tem seu próprio charme. A vegetação fica intensamente verde, cachoeiras surgem ao longo de toda a descida, há significativamente menos caminhantes na trilha e os preços são mais baixos. Quem faz a trilha Salkantay na estação chuvosa costuma descrevê-la como uma experiência completamente diferente e igualmente válida.

Fevereiro A trilha é oficialmente fechada para manutenção durante a maior parte de fevereiro de cada ano. Não realizamos partidas durante este período.

Mês

Clima

Multidões

Preço

Geral

janeiro

Molhado

Baixo

Baixo

Possível com preparação

fevereiro

Muito molhado

Fechado

Fechado

Mar

Misturado

Baixo

Baixo

Ideal para viajantes com orçamento limitado.

abril

Melhorando

Moderado

Meio

Excelente

Poderia

Seco

Alto

Alto

Melhores condições

junho

Seco

Muito alto

Alto

Melhores condições

julho

Seco

Muito alto

Alto

Melhores condições

agosto

Seco

Alto

Alto

Excelente

Setembro

Seco

Moderado

Meio

Excelente

Outubro

Variável

Baixo

Meio

Bom

novembro

Molhado

Baixo

Baixo

Bom para os aventureiros

Dezembro

Molhado

Baixo

Baixo

Possível com preparação

 


 

ALTITUDE E ACLIMATAÇÃO

O mal da altitude é real e não discrimina. Caminhantes experientes e em boa forma física sofrem com ele. Pessoas que já estiveram em altitudes elevadas antes o sofrem novamente. A juventude não é garantia de proteção. As únicas variáveis que realmente reduzem o risco são o tempo de aclimatação e a seriedade com que você encara a situação.

Mal Agudo da Montanha (MAM) é a forma mais comum. Os sintomas incluem dor de cabeça, náusea, fadiga, tontura e distúrbios do sono. A AMS leve é comum no primeiro ou segundo dia em Cusco e geralmente não é motivo de preocupação. Sintomas que pioram em vez de melhorar, ou que incluem perda de coordenação ou confusão, exigem descida imediata.

Cusco está situada a 3.400 metros de altitude. A maioria das pessoas sente algum efeito da altitude nas primeiras 24 horas após a chegada. Isso é normal. É por isso que exigimos um mínimo de duas noites em Cusco antes do início da trilha. O primeiro dia em Cusco deve ser dedicado ao descanso e a atividades leves. Caminhadas curtas são permitidas. Dias longos de passeios turísticos e atividades extenuantes não são recomendados.

Recomendações práticas para aclimatação em Cusco:

Beba muito mais água do que o habitual. A desidratação e o mal da altitude compartilham muitos sintomas, e manter-se bem hidratado faz toda a diferença. Faça refeições leves, principalmente nas primeiras 24 horas. Seu sistema digestivo fica mais lento em altitudes elevadas, e alimentos pesados agravam o desconforto. Evite álcool nas duas primeiras noites. Ele acelera a desidratação e interfere no sono em altitudes elevadas, intensificando os efeitos do Mal Agudo da Montanha (MAM). É durante o sono que o corpo realiza a maior parte do seu trabalho de aclimatação.

O chá de folha de coca é facilmente encontrado em Cusco e arredores, sendo utilizado há séculos pelas comunidades andinas como um alívio leve para os sintomas da altitude. É legal no Peru, tem eficácia moderada na redução de sintomas leves do Mal Agudo da Montanha (MAM) e vale a pena consumi-lo regularmente nos primeiros dias. No entanto, não substitui o período adequado de aclimatação.

Diamox (acetazolamida) É um medicamento sob prescrição médica que acelera a aclimatação, estimulando a respiração. É eficaz e amplamente utilizado por praticantes de trekking. Se estiver considerando utilizá-lo, consulte seu médico antes de viajar e comece a tomá-lo 24 horas antes de subir para altitudes significativas.

 


 

O QUE LEVAR NA MALA

A mochila que você carrega na trilha não deve pesar mais do que 6 a 8 quilos. Tudo o mais vai na sua mala principal e é transportado pelos carregadores. Prepare sua mochila de ataque na noite anterior a cada dia e deixe tudo o que não for essencial na mala principal.

Roupas

Leve uma jaqueta térmica e quente adequada para temperaturas abaixo de zero. Uma camada intermediária de fleece. Uma jaqueta impermeável que caiba por cima de ambas. Duas ou três camadas de base com tecido que absorva a umidade. Calças de trekking, não jeans. Gorro e luvas quentes para a travessia da montanha. Luvas leves e chapéu para o sol para os trechos mais baixos. Polainas, se tiver, principalmente para a estação chuvosa. Sapatos ou sandálias confortáveis para usar no acampamento à noite.

O erro mais comum ao fazer as malas é subestimar o frio em altitudes elevadas e superestimar a necessidade de roupas em altitudes mais baixas. A travessia do passo a 4.630 metros de altitude no início da manhã é realmente fria. No terceiro dia em Santa Teresa, você estará caminhando sob um calor de 25 graus. Leve roupas para ambas as situações.

Engrenagem

Um saco de dormir com classificação de pelo menos -10 graus Celsius. Este é o item mais importante e o que a maioria das pessoas subestima. Disponível para aluguel em Cusco. Bastões de caminhada, que fazem uma diferença significativa na descida do Passo Salkantay. Lanterna de cabeça com baterias novas para a partida antes do amanhecer no segundo dia. Protetor solar com FPS mínimo de 50 — a radiação ultravioleta é significativamente mais forte em altitudes elevadas do que ao nível do mar. Óculos de sol com proteção UV. Uma garrafa de água ou bolsa de hidratação com capacidade mínima de 2 litros.

Médico e pessoal

Medicamentos pessoais com receita médica e estoque extra. Curativos para bolhas e kit básico de primeiros socorros para pequenos ferimentos durante a trilha. Medicamentos para altitude, se recomendados pelo seu médico. Álcool em gel. Protetor labial com FPS. Lenços umedecidos para dias com pouca água. Uma pequena bolsa estanque ou capa impermeável para eletrônicos.

Documentos

Passaporte, documento obrigatório para entrada em Machu Picchu. Cópia impressa da confirmação da reserva. Documentos do seguro de viagem com o número de contato de emergência escrito separadamente do número do seu celular.

 


 

DICAS DE TREINAMENTO

Oito semanas de preparação consistente fazem uma diferença significativa nesta trilha. Você não precisa ser um atleta. Você precisa ser alguém que tenha passado os dois meses anteriores caminhando em subidas com uma mochila nas costas.

Semanas 1 e 2 — Construir a base Três caminhadas por semana, de uma a duas horas cada, em terreno relativamente plano. O objetivo é a consistência e a criação do hábito, não a intensidade. Concentre-se no calçado — use as mesmas botas que usará na trilha e identifique qualquer problema de ajuste antes que se transformem em bolhas.

Semanas 3 e 4 — Aumentar a altitude Aumente para três a quatro sessões por semana e inclua subidas. Escadas e inclinações são mais valiosas do que percursos planos nesta fase. Adicione uma mochila leve, de cinco a seis quilos, e mantenha-a durante toda a duração de cada sessão.

Semanas 5 e 6 — Desenvolver resistência Faça pelo menos uma caminhada longa por semana, de cinco a seis horas, em terreno variado. Mantenha as caminhadas mais curtas ao longo da semana. Esta é a fase mais importante e aquela que a maioria das pessoas interrompe quando a vida fica corrida. Não faça isso.

Semanas 7 e 8 — Consolidar e reduzir gradualmente a dose Mantenha a carga de treinamento, mas reduza um pouco a intensidade na última semana antes da partida. Seu corpo precisa de tempo para absorver o treinamento antes do início da trilha. Chegar cansado e dolorido é pior do que chegar um pouco despreparado.

Treinamento cruzado Andar de bicicleta, nadar e subir escadas são ótimas atividades para fortalecer o sistema cardiovascular, essencial para o clima de altitude. Yoga e alongamentos reduzem significativamente o risco de lesões em trilhas de vários dias. Se você tiver acesso a uma academia com um simulador de escada, use-o.

 


 

LICENÇAS E REGULAMENTOS

Entrada de Machu Picchu É necessário um ingresso com horário marcado, comprado com antecedência. Ingressos na bilheteria não estão mais disponíveis. Os ingressos são vinculados ao número do seu passaporte e não podem ser transferidos. Nós compramos todos os ingressos para Machu Picchu em seu nome, como parte do seu pacote de trekking.

A própria trilha Salkantay Não é necessário nenhum tipo de autorização além do ingresso para Machu Picchu. Ao contrário da Trilha Inca Clássica, que tem uma cota diária rigorosa de 500 visitantes e as vagas se esgotam com meses de antecedência, a rota Salkantay é de livre acesso. Não há período de reservas nem processo de autorização para a trilha em si.

Huayna Picchu e montanha Machu Picchu Cada uma dessas opções requer um ingresso adicional separado, adquirido simultaneamente com o ingresso para a cidadela. Esses ingressos são estritamente limitados e esgotam com semanas ou meses de antecedência durante a alta temporada. Caso deseje algum deles, informe-nos no momento da reserva.

Fotografia e conduta em Machu Picchu — Fotografias e filmagens comerciais exigem autorização prévia do Ministério da Cultura. Fotografias pessoais são permitidas sem restrições dentro dos circuitos. Drones são proibidos em toda a zona protegida. Alimentos e bebidas não são permitidos dentro da cidadela. Os circuitos de sentido único devem ser seguidos e os guardas florestais os fazem cumprir sem exceção.

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